O Governo angolano assegurou um financiamento de 538 milhões de euros para a segunda fase do projecto do Sistema de Abastecimento de Água de Quilonga Grande, destinado a reforçar a distribuição de água potável na região metropolitana de Luanda.
A operação foi liderada pelo banco britânico Standard Chartered e conta com o apoio da agência francesa de crédito à exportação Bpifrance e do banco público francês de desenvolvimento Sfil.
O Standard Chartered aparece na negociação como coordenador da agência de crédito à exportação, banco estruturador, responsável único pela organização da operação e principal agente de financiamento.
O projecto prevê a captação de água no rio Kwanza e a sua transformação numa nova estação de tratamento com capacidade para processar 518 mil metros cúbicos de água por dia.
De acordo com o banco, a expansão do sistema deverá melhorar significativamente o acesso à água potável para cerca de cinco milhões de pessoas na região metropolitana de Luanda, contribuindo também para reduzir a incidência de doenças transmitidas pela água.
A obra deverá criar ainda mais de 1.500 empregos directos durante a fase de construção.
O financiamento foi estruturado como um empréstimo de longo prazo, com a participação de bancos comerciais. A Sfil deverá adquirir uma parte dos compromissos assumidos pelos financiadores originais através do seu mecanismo de refinanciamento de créditos à exportação.
O projecto está a ser desenvolvido por um consórcio liderado pela empresa portuguesa Casais Engenharia e Construção, especializada em engenharia, aquisição e construção de grandes infra-estruturas.
Apesar do acordo de financiamento já ter sido anunciado, a operação ainda não atingiu o fecho financeiro, segundo informações divulgadas sobre o negócio.
A segunda fase de Quilonga Grande representa mais um investimento de grande dimensão na expansão das infra-estruturas de abastecimento de água de Luanda, numa altura em que o crescimento urbano da capital aumenta a pressão sobre os sistemas existentes.
O financiamento reforça igualmente a presença do Standard Chartered no financiamento de grandes projectos de infra-estruturas em Angola com o apoio de agências de crédito à exportação e instituições financeiras de desenvolvimento.
Nos últimos anos, o banco participou em várias operações de financiamento de infra-estruturas no país, incluindo projectos ligados ao abastecimento de água, protecção contra cheias e construção do novo aeroporto internacional de Cabinda.
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