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Ex-comandante em Chefe das Forças Armadas ucranianas afirma que a Ucrânia nunca entrará na NATO

O antigo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia e actual embaixador em Londres, Valery Zaluzhny, afirmou esta segunda-feira que o país nunca deverá tornar-se membro da NATO, colocando em causa mais de uma década de expectativas alimentadas por sucessivas promessas de aproximação à Aliança Atlântica.

Durante uma reunião de embaixadores em Kiev, Zaluzhny afirmou conhecer profundamente a NATO, lembrando que durante cerca de 12 anos trabalhou para aproximar as forças ucranianas dos padrões militares da organização.

“Conheço muito bem a NATO. Durante cerca de 12 anos trabalhei pessoalmente para que adoptássemos os padrões da Aliança, e todos os anos ouvi que entraríamos a qualquer momento. Infelizmente, nunca lá entraremos”, declarou.

O antigo chefe militar questionou igualmente a capacidade da Ucrânia para alcançar os critérios exigidos pela Aliança, considerando que o processo de integração tem sido marcado por sucessivos adiamentos e mudanças nas exigências apresentadas pelos países-membros.

Segundo Zaluzhny, enquanto Kiev continua a adaptar as suas estruturas militares aos padrões ocidentais, a Rússia mantém e desenvolve as suas capacidades de defesa, criando uma diferença estratégica que, na sua opinião, será difícil de ultrapassar.

“Passámos mais de uma década a correr atrás de padrões que mudam conforme a conveniência política de cada país-membro”, afirmou, defendendo uma avaliação mais realista da posição da Ucrânia no cenário internacional.

As declarações surgem num momento em que Kiev continua a defender a adesão à NATO como uma das principais garantias de segurança perante a ameaça russa, intensificada após a invasão de 2022.

No entanto, Zaluzhny considera que a Ucrânia deve abandonar expectativas consideradas irrealistas e adoptar uma abordagem baseada nas actuais condições geopolíticas.

A posição do antigo comandante, uma das figuras mais respeitadas das estruturas militar e diplomática ucranianas, poderá alimentar o debate interno sobre o futuro da política externa do país e sobre a necessidade de redefinir as suas prioridades estratégicas.ntinente africano. Ambas têm sido, ao longo dos anos, palco de sucessivas tentativas de entrada irregular de migrantes provenientes de território marroquino.

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