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Cooperação cultural entre Angola e Brasil ganha novo impulso com visita de representante brasileiro ao país

O Brasil vai enviar uma representante do Ministério da Cultura a Angola, numa missão oficial destinada a reforçar a cooperação cultural entre os dois países e a promover o intercâmbio de experiências nas áreas da inclusão, participação social e diversidade cultural.

A missão será realizada pela chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Cultura brasileiro, Mariana Braga Teixeira, por autorização da ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes.

A deslocação decorrerá entre 26 e 31 de Julho de 2026, nas províncias de Luanda e do Huambo, de acordo com um despacho publicado no Diário Oficial da União do Brasil. A autorização consta do Despacho MinC n.º 110, de 21 de Julho de 2026.

Durante a visita a Angola, Mariana Braga Teixeira deverá participar em encontros técnicos com representantes angolanos para discutir políticas públicas culturais, a preservação do património imaterial e iniciativas de promoção da diversidade cultural.

A agenda pretende aproximar as instituições dos dois países e identificar novas oportunidades de cooperação no sector da cultura, num momento em que Angola e Brasil procuram aprofundar os laços históricos e culturais que unem os dois países.

Cooperação cultural entre Angola e o Brasil

A visita a Angola insere-se também no esforço de reforço do intercâmbio de experiências entre países de língua portuguesa, com particular destaque para modelos de gestão participativa e iniciativas de inclusão cultural.

A Assessoria de Participação Social e Diversidade, dirigida por Mariana Braga Teixeira, tem como missão ampliar o diálogo entre o Estado e a sociedade civil e promover a participação de diferentes grupos na definição das políticas culturais.

A inclusão do Huambo no programa da missão demonstra igualmente a intenção de alargar a cooperação cultural para além de Luanda, promovendo contactos institucionais e intercâmbios com outras regiões de Angola.

Segundo o Ministério da Cultura brasileiro, as despesas da missão, incluindo viagens, ajudas de custo e custos logísticos, serão suportadas pelo Governo Federal do Brasil.

Fonte: Tempo Brasil

Celebração do abolicionismo reúne autores brasileiros e angolanos

A história de Luiz Gama, uma das principais figuras do movimento abolicionista nas Américas, será apresentada às novas gerações através da novela gráfica inédita «Luiz Gama, Artífice da Liberdade», uma obra que reúne escritores do Brasil e de Angola para resgatar a trajectória de luta pela liberdade, pela igualdade e pela justiça social.

A publicação será lançada no Brasil, em São Paulo, nos dias 28 e 29 de Julho, e em Salvador, no dia 1 de Agosto. A obra chegará depois a Luanda, Angola, no dia 16 de Agosto, numa apresentação internacional que reforça os laços históricos e culturais entre os dois países. Os eventos serão abertos ao público e contarão com a participação dos autores.

Com 60 páginas e uma tiragem inicial de 700 exemplares gratuitos, a novela gráfica foi desenvolvida para o público infanto-juvenil e apresenta a vida de Luiz Gama — advogado, jornalista, poeta e intelectual negro que, no século XIX, conseguiu libertar judicialmente centenas de pessoas escravizadas no Brasil.

A iniciativa inclui ainda a criação de uma plataforma digital com conteúdos educativos, entrevistas, materiais de pesquisa e excertos do audiolivro da obra, ampliando o acesso a pessoas com deficiência visual e baixa visão.

Produzido pela Talismã Arte e Cultura, o projecto tem roteiro original da escritora e investigadora Tenille Bezerra e reúne textos da própria autora, do escritor angolano Ondjaki e de Bruno Rodrigues de Lima, autor do livro «Luiz Gama contra o Império», vencedor do Prémio Jabuti Académico, em 2024. As ilustrações são da autoria do artista baiano Athos Sampaio.

A realização de uma etapa do projecto em Luanda simboliza a ligação histórica entre o Brasil e Angola, países marcados pelos caminhos da diáspora africana. A obra utiliza a trajectória de Luiz Gama como instrumento de reflexão sobre o combate ao racismo, a valorização da cultura negra e a defesa dos direitos humanos.

Segundo Tenille Bezerra, apresentar a história de Luiz Gama aos jovens representa uma forma de preservar o seu legado e reforçar o papel das novas gerações na construção de uma sociedade mais justa.

Bruno Rodrigues de Lima destacou que Luiz Gama via a educação como uma ferramenta essencial de transformação social, tendo criado iniciativas destinadas a promover o acesso ao conhecimento.

O escritor angolano Ondjaki ressaltou que a novela gráfica estabelece uma ligação simbólica entre a Bahia e Angola, aproximando memórias, culturas e perspectivas de futuro.

By: Agência CNJ de Notícias

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