Dez cidadãos etíopes terão morrido afogados durante uma tentativa de travessia clandestina do rio Zambeze, entre a Zâmbia e o Botsuana, informaram esta semana as autoridades zambianas.
Segundo um comunicado oficial, o grupo era constituído por 15 pessoas. Cinco conseguiram alcançar a margem a nado, enquanto os restantes dez estão desaparecidos e são dados como presumivelmente mortos. Dois dos sobreviventes foram detidos pelas autoridades zambianas.
“As buscas prosseguem e, até ao momento, nenhum corpo foi encontrado. A alegada morte por afogamento de dez pessoas continua por confirmar, enquanto aguardamos os resultados da operação de busca em curso”, refere o comunicado.
O incidente ocorre num contexto de aumento das travessias clandestinas na África Austral, onde muitos migrantes recorrem aos rios para contornar os postos fronteiriços oficiais e escapar ao controlo das autoridades.
A agência France-Presse (AFP) recorda que tem documentado situações semelhantes envolvendo migrantes que procuram entrar na África do Sul a partir do Zimbabué, recorrendo a jangadas improvisadas para atravessar o rio Limpopo, uma zona conhecida pela forte presença de crocodilos e outros perigos naturais.
As autoridades zambianas identificaram os 15 migrantes como cidadãos etíopes, com idades compreendidas entre os 33 e os 35 anos.
A Etiópia, o segundo país mais populoso de África, com cerca de 130 milhões de habitantes, continua a ser um dos principais países de origem dos fluxos migratórios no continente. Todos os anos, milhares de etíopes percorrem a rota em direcção ao sul de África, numa viagem que pode ultrapassar os cinco mil quilómetros, na esperança de alcançar melhores condições de vida, sobretudo na África do Sul, um dos principais destinos da migração económica na região.
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