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Diálogo entre Ministério da Educação e SINPROF não trava ameaça de greve 

O Ministério da Educação (MED) contesta a decisão do SINPROF de avançar para uma nova greve e garante ter dado resposta aos 11 pontos do caderno reivindicativo acordado com o sindicato, em Janeiro deste ano. A tutela entende, por isso, que não existem motivos para uma nova paralisação e assegura que continuará a trabalhar para melhorar as condições de trabalho e valorizar a carreira docente.

O principal ponto de discórdia entre as duas partes está na execução do acordo assinado no início do ano. Enquanto o MED considera que os compromissos assumidos foram atendidos, o SINPROF sustenta que permanecem por resolver reivindicações que considera essenciais para os professores.

Devido ao desentendimento entre as partes, a ministra, Érika Alves, apelou ao diálogo e à ponderação dos professores para evitar a greve anunciada para 21 de Setembro, durante o encontro que manteve com o SINPROF, alertando para os impactos que uma eventual paralisação poderá ter no percurso escolar das crianças.

Apesar dos apelos de Érika Alves, o SINPROF mantém a convocação de uma greve      nacional para a próxima semana. 

A primeira fase da paralisação, segundo o SINPROF, deverá decorrer até 15 de Outubro e abrangerá o ensino geral, o ensino secundário técnico-profissional, a formação de professores e a educação de adultos. O sindicato prevê ainda outras três fases de greve ao longo do actual ano lectivo que vai até Junho de 2027. 

A decisão surge depois de a reunião com o MED, realizada a 9 de Setembro, ter terminado sem avanços, segundo o secretário-geral do sindicato, Ademar Jinguma. O dirigente sindical acusa o Executivo de não ter cumprido integralmente os compromissos assumidos no acordo de 8 de Janeiro. 

Entre as principais reivindicações estão a inclusão de professores que alegadamente ficaram de fora dos concursos de ingresso interno e de acesso, a actualização e regularização das carreiras docentes e o enquadramento dos professores admitidos no Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE). Os docentes reclamam também melhores condições de trabalho e um mecanismo de compensação para aqueles que trabalham em vários períodos ou cumprem uma carga lectiva superior à estabelecida.

Com o início do ano lectivo já em curso, permanece a expectativa sobre a possibilidade de um novo entendimento entre o sindicato e o Executivo antes de 21 de Setembro, data prevista para o início da primeira fase da greve.

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