Uma análise recente indica que o objectivo de eliminação da malária na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está a tornar-se cada vez mais difícil de alcançar.
De acordo com o portal “health-e.org.za”, países como o Botswana e o Eswatini estão a registar aumentos inesperados, tanto no número de casos de infecção como nas mortes associadas à doença.
Os especialistas apontam vários factores para este retrocesso, incluindo mudanças climáticas, com chuvas mais intensas e inundações que criam condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor da malária.
A estes desafios somam-se a resistência crescente aos insecticidas e o financiamento insuficiente para programas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
A SADC tem vindo a implementar estratégias regionais com vista à eliminação da doença, mas o ritmo actual levanta sérias preocupações. Este revés ameaça anular os progressos alcançados na última década e coloca em risco a saúde pública de milhões de pessoas na África Austral.
Autoridades de saúde e parceiros internacionais sublinham a necessidade de reforçar o investimento em vigilância epidemiológica, melhorar o acesso a medicamentos e promover campanhas de sensibilização comunitária para travar o ressurgimento da malária na região.
Fonte: health-e.org.za

