Num Campeonato bastante disputado, com alguma polémica de arbitragem de permeio, a Europa evidencia o seu potencial futebolístico, sobrepondo-se aos demais continentes. Pelo menos surge em peso nos quartos-de-final.
Na fase da prova, cuja disputa tem início nesta quinta-feira, o Velho Continente está representado por seis países, nomeadamente Espanha, França, Suíça, Bélgica, Inglaterra e Noruega, cabendo as outras duas vagas a América do Sul (Argentina) e África (Marrocos).
Fica claro que apesar do grande ascendente dos outros continentes, como ficou evidenciado nesta edição, sedeada pelos Estados Unidos, México e Canadá, a força maior do futebol, competitivamente falando, ainda está na Europa.
É evidente que no começo do torneio, estatisticamente, a Europa apresentou o maior número em relação a outros continentes, como tal, talvez chegue a esta fase em maior representatividade. Mas 6-2 expressa algo maior do que isto.
A ver vamos, como vão Argentina e Marrocos se desdobrar no meio de seis feras europeias, todas elas desejosas de levantar o troféu no próximo dia 19. Aliás, o quadro não foge da edição passada no Catar, em que dos oito países que haviam atingido os “quartos” cinco eram europeias, duas sul-americanas (Argentina e Brasil) e uma africana (Marrocos).
Não é sem razão que a “Lei da continentalidade”, que vigorou durante anos foi quebrada. A Europa dominou a prova desde 2006 na Alemanha, até 2018 na Rússia. Em 2022, no Catar, a Argentina deu um basta a esta hegemonia.
Desta vez apenas a Argentina pode desviar o título do percurso para a Europa, sem demérito ao Marrocos, que já mostrou ao mundo a vitalidade do seu futebol, por razões que pouco importa abordar aqui.
By: António Panzo
