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Filipe Zau defende políticas participativas para artes plásticas

O ministro da Cultura, Filipe Zau, defendeu na terça-feira, em Luanda, a necessidade de desenvolver políticas públicas mais participativas para o sector das artes plásticas, com um envolvimento directo dos artistas na definição de estratégias que respondam às necessidades da classe.

A posição foi manifestada no final de um encontro com profissionais das artes plásticas, promovido com o objectivo de incentivar o diálogo e a reflexão sobre os principais desafios e perspectivas do sector em Angola.

Na ocasião, Filipe Zau sublinhou a importância da iniciativa, destacando que o contacto directo com os artistas permite conhecer de forma mais aprofundada as suas preocupações e expectativas. Segundo o governante, as contribuições recolhidas servirão de base para a elaboração de políticas e medidas concertadas entre o Estado e os agentes culturais.

Entre as questões apresentadas pelos participantes esteve o estado de degradação da sede da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), situada na zona histórica de Luanda. Os artistas defenderam a necessidade de reabilitação das instalações, consideradas essenciais para o desenvolvimento das actividades da classe.

Em resposta, o ministro garantiu que o Executivo irá analisar soluções para o problema, tendo igualmente em conta outras prioridades do sector, como a recuperação de salas de espectáculos, espaços culturais e museus.

Filipe Zau apelou ainda ao reforço da união entre os artistas e apresentou o Directório dos Artistas de Angola, uma plataforma criada para promover os criadores nacionais e divulgar os seus trabalhos. O governante anunciou também a realização da Expo-Cultura, iniciativa destinada a valorizar as manifestações culturais do país e a reforçar o diálogo entre o Executivo e os diferentes agentes do sector.

Por sua vez, o presidente da UNAP, Rosário Matias, considerou o encontro bastante produtivo, destacando o ambiente de abertura e a oportunidade concedida aos artistas para apresentarem livremente as suas preocupações. Na sua opinião, este processo de auscultação constitui um passo importante para a construção de políticas culturais mais eficazes e ajustadas à realidade do sector.

Rosário Matias salientou ainda que questões como a reforma, a assistência na saúde e a protecção social dos artistas continuam entre as principais preocupações da classe.

“Os anos passam, chega a reforma, a saúde fragiliza-se e é fundamental que existam mecanismos capazes de garantir maior protecção aos artistas”, afirmou.

O encontro enquadra-se na estratégia do Executivo de reforçar o diálogo com os profissionais das artes plásticas e de promover medidas que contribuam para a valorização dos artistas e para o desenvolvimento sustentável do sector cultural em Angola.

Fonte: Angop

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