O político e economista Filomeno Vieira Lopes defendeu, esta semana em Luanda, a necessidade de Angola construir uma economia mais produtiva, diversificada e inclusiva, capaz de melhorar de forma concreta as condições de vida da população.
A posição foi apresentada durante uma reflexão sobre “O Estado da Economia em Angola”, uma mesa redonda realizada pela Oficina do Conhecimento, que teve lugar na Mediateca 28 de Agosto, em Luanda, que reuniu especialistas e personalidades com experiência na análise da realidade económica nacional.
Durante a sua intervenção, Vieira Lopes considerou que a situação económica do país não deve ser avaliada apenas com base em números e indicadores, defendendo uma análise centrada também no poder de compra das famílias, no emprego, na produção nacional e no custo de vida.
Para o dirigente político, uma economia que apresenta crescimento, mas que não produz melhorias significativas na vida dos cidadãos, exige uma reflexão política “séria e profunda”.
O líder do Bloco Democrático defendeu ainda uma maior valorização do sector privado e dos empreendedores como elementos essenciais para a criação de riqueza e emprego, apontando igualmente a transparência, a boa governação e a utilização responsável dos recursos públicos como condições para o desenvolvimento económico.
“O debate económico deve estar no centro da construção de uma Angola democrática, próspera e socialmente justa”, afirmou.
A reflexão acontece num contexto marcado pelo debate sobre o crescimento económico do país, o custo de vida, o poder de compra das famílias e a necessidade de acelerar a diversificação da economia, reduzindo a dependência do petróleo.
Para Vieira Lopes, o desempenho da economia deve ser medido não apenas pela evolução dos indicadores macro-económicos, mas também pela capacidade de gerar oportunidades e melhorar as condições de vida da população.
O encontro serviu igualmente para discutir os desafios que se colocam às empresas e aos empreendedores nacionais, num país que procura aumentar a produção interna e criar condições para uma maior participação do sector privado na economia.
