Os militantes da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Fernando Pedro Gomes e Daniel António Afonso formalizaram, esta semana, as suas pré-candidaturas, ao entregarem à Comissão Nacional Preparatória do VI Congresso Ordinário do partido as respectivas cartas de intenção.
Segundo informações divulgadas pela comissão, os dois militantes dirigiram as suas cartas à coordenação do órgão preparatório, oficializando a intenção de participar no processo interno de eleição da nova liderança da FNLA.
Daniel António Afonso justificou a candidatura com a necessidade de revitalizar o partido, que, na sua avaliação, atravessa um período de estagnação provocado pelo incumprimento das orientações internas pela anterior liderança.
O pré-candidato afirma existir entre os militantes um sentimento generalizado de perda de dinamismo político da organização e defende a necessidade de recuperar a capacidade de mobilização da FNLA.
“Há uma necessidade sentida pelos militantes, por Angola e pela diáspora, de retirar a FNLA da letargia em que se encontra. Foi essa realidade que me motivou a apresentar esta candidatura”, declarou.
A formalização das duas pré-candidaturas ocorre no âmbito da preparação do VI Congresso Ordinário da FNLA, que deverá definir a nova liderança e a orientação política do partido.
Quem é Pedro Gomes?
Fernando Pedro Gomes nasceu a 20 de Agosto de 1957, no município de N’zala Nambuangongo, província do Bengo. É economista e gestor público, possui um mestrado em Ciência Política, Cidadania e Governação pela Universidade Lusófona e é licenciado pela Universidade Técnica de Lisboa. Frequentou ainda pós-graduações em Ciências Jurídico-Administrativas e Ciências Jurídico-Políticas na Faculdade de Direito de Lisboa.
Casado e pai de cinco filhos, Fernando Pedro Gomes tem como lema de vida “Vencer”. A leitura é o seu principal passatempo, dedicando actualmente particular atenção a livros técnicos e jurídicos. Entre as suas preferências estão o calulu, a música angolana e a música clássica.
Natural do Bengo, mantém uma ligação especial à província, que considera o seu destino em Angola. O seu principal objectivo político é contribuir para a construção de “uma FNLA unida e capaz de, de facto, conquistar o poder político em Angola”.
Sobre o dia 11 de Novembro de 1975, data da proclamação da independência de Angola, recorda que se encontrava no Ambriz, junto da família. “Foi um momento de muita ansiedade e muita tristeza também, pelo facto de se estar na véspera de um conflito. Já havia sinais de uma guerra civil bastante longa e estes sinais amarguravam todos nós”, recorda.
A sua trajectória profissional combina a formação nas áreas da economia, ciência política e direito com a experiência na gestão pública, percurso que agora coloca ao serviço da sua intenção de disputar a liderança da FNLA.
Daniel António Afonso: O quadro da FNLA que quer revitalizar o partido
Daniel António Afonso é um militante e histórico quadro da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), com um percurso ligado sobretudo à organização juvenil do partido. Antigo secretário-geral da Juventude da FNLA (JFNLA), formalizou a sua pré-candidatura à presidência da formação política, no âmbito da preparação do VI Congresso Ordinário.
Afonso assumiu funções de relevo na estrutura juvenil da FNLA e foi eleito secretário-geral da JFNLA em Maio de 2009, cargo a partir do qual desenvolveu actividade política no seio do partido e consolidou a sua ligação às estruturas juvenis da organização.
Agora, decidiu avançar para a disputa da liderança da FNLA, tendo apresentado formalmente a sua intenção e os documentos de candidatura à Comissão Nacional Preparatória do VI Congresso Ordinário do partido.
Na base da sua candidatura está a necessidade de revitalizar a organização política, que considera mergulhada num período de letargia e de descontentamento entre os militantes. Daniel António Afonso defende uma FNLA mais dinâmica, mobilizadora e capaz de recuperar a sua relevância no cenário político nacional.
A sua candidatura surge num momento de disputa interna pela liderança do partido e deverá ser avaliada no quadro do processo preparatório do VI Congresso Ordinário, que definirá a nova direcção e a orientação política da FNLA.
