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França enfrenta recorde de endividamento

A França vai contrair 310 mil milhões de euros em empréstimos em 2026 — o valor mais alto da sua história recente — para financiar o défice público e refinanciar dívidas. O montante equivale a 10,1% do PIB previsto para o próximo ano.

O anúncio surge enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu enfrenta duas moções de censura no parlamento. A ameaça, no entanto, parece controlada após o Partido Socialista confirmar que não apoiará qualquer tentativa de derrubar o governo, garantindo-lhe tempo para apresentar o Orçamento de 2026.

Para aliviar tensões, Lecornu suspendeu a reforma das pensões — que aumentaria a idade de reforma dos 62 para os 64 anos — até às presidenciais de 2027, prometendo um novo diálogo nacional com sindicatos e empregadores.

O orçamento prevê cortes de mais de 3.000 empregos públicos, congelamento de pensões e apoios sociais, e uma sobretaxa prolongada sobre rendimentos altos. Economistas e críticos alertam que as medidas poderão penalizar as famílias de baixos rendimentos, enquanto o Conselho das Finanças Públicas avisa que as previsões de crescimento são demasiado otimistas.

O presidente Emmanuel Macron já avisou que, se o governo cair, a Assembleia Nacional será dissolvida e haverá eleições antecipadas.

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