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Human Rights Watch pede investigação imparcial a alegado homicídio de 38 garimpeiros em Moçambique

Human Rights Watch afirma que as “autoridades precisam responsabilizar todos os envolvidos”. Investigadora fala em “provas” que indicam que a polícia de Moçambique “usou força letal desnecessária”.

A Human Rights Watch (HRW) pediu esta terça-feira uma investigação “urgente e imparcial” ao denunciado homicídio de 38 garimpeiros em confrontos com a polícia a 29 de dezembro, em Nampula, norte de Moçambique.

“As autoridades precisam de responsabilizar todos os envolvidos e garantir justiça para as vítimas e as suas famílias. Organizações da sociedade civil local afirmaram que a polícia matou, pelo menos, 38 pessoas durante os confrontos na zona mineira de Marraca, em Iuluti, no distrito de Mogovolas”, refere um comunicado da HRW.

A organização internacional de defesa dos direitos humanos acrescenta que a Rádio Comunitária de Iuluti, emissora local, divulgou que “familiares das vítimas comunicaram a ocorrência de, pelo menos, 13 mortes”, mas as autoridades policiais “reconheceram oficialmente sete mortes, incluindo a de um polícia”.

“As provas disponíveis indicam que a polícia de Moçambique utilizou força letal desnecessária e excessiva, resultando em mortes e ferimentos num número ainda não confirmado de pessoas”, afirmou Sheila Nhancale, investigadora para África da Human Rights Watch, citada no comunicado.

Em declarações à Lusa à margem de uma visita a um troço da Estrada Nacional Número Um (N1), encerrado ao trânsito ao longo da vila da Manhiça, no sul do país, devido às inundações, Mondlane defendeu que as respostas devem variar conforme o contexto no terreno.

“Mais urgente agora, está claro, mais urgente é, depedas situações, por exemplo, na situação da cidade de Maputo e da cidade de Matola, na globalidade, agora é a assistência humanitária”, frisou.

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