A Botsuana Minerals Plc anunciou ontem, terça-feira, 30, que uma análise assistida por inteligência artificial (IA) confirmou a presença de mineralização de cobre nas suas licenças de exploração, a partir da revisão de dados históricos, segundo dados divulgados em comunicado.
A análise identificou calcopirita, um sulfeto primário de cobre, em testemunhos de sondagens históricas provenientes de furos originalmente perfurados para a prospecção de urânio e diamantes. A plataforma de IA analisou mais de um gigabyte de relatórios acumulados ao longo de mais de 50 anos de campanhas de exploração.
Os registos históricos também revelaram a presença de minerais de cobre alterados, como malaquita e crisocola. Além disso, os dados indicam ocorrências de sulfetos de cobre e níquel em furos antigos, sugerindo a existência de um corredor mineralizado sob a cobertura do Kalahari, nas áreas licenciadas pela empresa.
A análise foi realizada com recurso à plataforma Xplore, desenvolvida pela Planetary AI. Os trabalhos de exploração nas licenças, localizadas no norte do Botsuana, remontam à década de 1970 e envolveram empresas como Rio Tinto, Falconbridge, Mount Burgess, Tsodilo/Gcwihaba e Kavango Minerals.
“A análise inicial por IA identificou corredores prospectivos de cobre. A revisão dos testemunhos e dos registos históricos forneceu evidências minerais directas, na forma de calcopirita, confirmando o modelo geológico”, afirmou John Teeling, presidente da Botswana Minerals.
Na sequência dos resultados, a empresa pretende acelerar os trabalhos de campo nas licenças do norte do Botsuana, incluindo a verificação de corredores com potencial para cobre, zinco, chumbo e níquel. O plano prevê ainda o novo registo e a digitalização dos testemunhos históricos disponíveis, recorrendo a equipamentos portáteis de fluorescência de raios X (XRF) para triagem.
Segundo a empresa, todas as actividades previstas estão integralmente financiadas. A Botswana Minerals está cotada no mercado AIM da Bolsa de Valores de Londres e na Bolsa de Valores do Botsuana.
As informações divulgadas foram aprovadas por James Campbell, director-executivo da empresa e geólogo qualificado, com mais de 40 anos de experiência no sector.
Fonte: br.investing.com
