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Justiça namibiana recusa caução a mulher acusada de matar jovem angolana no Rundu

O Tribunal Magistral de Rundu recusou, esta semana, conceder liberdade sob caução a Roide David, de 41 anos, acusada de ter assassinado a sua empregada doméstica angolana, Fernandu Christine Chipi, de 22 anos. O crime ocorreu no passado fim-de-semana, na aldeia de Mile 30, circunscrição de Ncamagoro, região de Kavango West.

A magistrada Sonia Samupofu determinou que a arguida permaneça em prisão preventiva, na sequência da sua primeira comparência em tribunal, onde lhe foram formalizadas acusações de homicídio, incêndio e obstrução à justiça. Segundo a investigação, Roide David é suspeita de ter morto a jovem e, posteriormente, ateado fogo ao quarto onde o corpo foi encontrado, alegadamente numa tentativa de ocultar o crime.

O processo foi adiado para 1 de Setembro de 2026, de modo a permitir que a arguida solicite apoio judiciário.

Entretanto, o conselheiro da circunscrição de Ncamagoro, Thomas Rengi, condenou veementemente o sucedido, afirmando que “nenhuma discussão ou acto de ciúme pode justificar a perda de uma vida humana”. O responsável apelou igualmente às autoridades para que acelerem o processo de localização dos familiares da vítima, cuja identidade já foi confirmada.

O caso tem provocado profunda comoção na comunidade local, em particular entre os residentes de Mile 30, onde era conhecida a relação laboral entre a arguida e a jovem trabalhadora angolana.

As autoridades prosseguem as investigações para apurar todas as circunstâncias do crime, sendo aguardados novos desenvolvimentos nos próximos dias.

Eliot Ipinge (The Sun)

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