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Netanyahu reivindica vitória e “aniquilação evitada”, mas admite exclusão total do acordo EUA-Irão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, realizou na segunda-feira à noite a sua primeira conferência de imprensa em três meses – e fê-lo num tom que oscila entre a proclamação de vitória e o reconhecimento do isolamento diplomático de Israel.

De acordo com o jornal Times of Israel, Netanyahu evitou criticar abertamente o acordo entre os EUA e o Irão, optando antes por enquadrar o desfecho como uma vitória estratégica. Citado pela publicação, Netanyahu declarou: “Com acordo ou sem acordo, o Irão não terá armas nucleares – nem hoje nem amanhã. Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá” – uma afirmação que classifica como a sua “missão de vida”.

A mesma fonte adianta que Netanyahu afirmou terem sido alcançados os principais objectivos da guerra, resumindo o saldo da ofensiva de seis semanas com a frase: “Salvámos Israel da aniquilação.” No entanto, o tom triunfante esbarra numa admissão incómoda: o primeiro-ministro reconheceu que nem sempre vê “olhos nos olhos” com o Presidente Donald Trump e revelou que Israel foi totalmente marginalizado ao longo das negociações.

A prova mais evidente desse afastamento, segundo o Times of Israel, foi Netanyahu ter afirmado que desconhece os detalhes do Memorando, que será assinado na Suíça nesta sexta-feira, após uma assinatura digital no domingo à noite.

Apesar de ter sido forçado por Trump a travar os combates contra o Irão e a ceder às exigências de Washington em relação ao Hezbollah no Líbano, Netanyahu sublinhou que as tropas israelitas permanecerão no sul do Líbano.

O discurso revela a tensão entre a necessidade de manter a aliança com a Casa Branca e a crescente desconfiança interna, num cenário em que Telavive assiste, à margem, à reconfiguração geopolítica promovida pelos seus maiores aliados.

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