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País defende reforço da cooperação internacional no combate ao terrorismo

Angola defendeu, na quarta-feira, 2, em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas, o reforço da cooperação internacional e a adopção de uma abordagem preventiva no combate ao terrorismo, por ocasião da sessão que assinalou os 20 anos da Estratégia Global de Combate ao Terrorismo.

De acordo com o director-geral do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Luciano da Silva, o terrorismo continua a representar uma ameaça transnacional em constante evolução, explorando conflitos armados, fragilidades socioeconómicas e o uso de tecnologias emergentes para recrutar membros, financiar actividades e expandir operações.

O responsável sublinhou que respostas exclusivamente baseadas em medidas de segurança não são suficientes para enfrentar o fenómeno, defendendo o envolvimento da sociedade civil, jovens, mulheres, líderes religiosos, comunidade académica, sector privado e comunidades locais na prevenção da radicalização e no reforço da coesão social.

Luciano da Silva recordou ainda a 16.ª Sessão Extraordinária da União Africana sobre o Terrorismo, realizada em Malabo, em 2022, por iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, na qual foi reafirmado o compromisso do continente com uma abordagem abrangente assente na partilha de informações, gestão integrada de fronteiras, cibersegurança e combate ao financiamento do terrorismo, sem descurar o combate às causas estruturais do fenómeno, como a má governação e a falta de desenvolvimento inclusivo.

O director-geral do SIC defendeu igualmente que todas as medidas de combate ao terrorismo devem respeitar integralmente o direito internacional, incluindo os direitos humanos e o Estado de direito, considerados pilares fundamentais de uma resposta eficaz e sustentável.

Reafirmou ainda o compromisso de Angola em continuar a cooperar com parceiros internacionais na promoção de uma abordagem preventiva, inclusiva e multilateral, contribuindo para o reforço da paz, da segurança internacional e do desenvolvimento sustentável.

Fonte: Jornal de Angola

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