O Reino Unido vai disponibilizar 371 milhões de libras esterlinas para financiar a concepção e construção do novo Aeroporto Internacional de Cabinda, num dos maiores projectos de infra-estruturas angolanos apoiados pela agência britânica de crédito à exportação, UK Export Finance (UKEF).
O financiamento faz parte de um pacote de 655 milhões de libras destinado a apoiar quatro grandes projectos de infra-estruturas em Angola, anunciado pelo Governo britânico no âmbito do reforço da cooperação económica entre os dois países. No caso do aeroporto de Cabinda, o projecto será desenvolvido pelo grupo Innovo e deverá criar cerca de 830 postos de trabalho locais durante a fase de construção.
Além do aeroporto, o financiamento britânico inclui 73 milhões de libras para a reabilitação da estrada Camama–Viana, em Luanda, 93 milhões de libras para um projecto de electrificação na província do Uíge e 118 milhões de libras para a construção de uma linha de transporte de energia eléctrica entre Belém do Dango, no Huambo, e Lomaum, em Benguela.
Segundo a informação disponível no site do governo britânico, o conjunto dos quatro projectos deverá gerar cerca de 167 milhões de libras em contratos para empresas britânicas, envolvendo fornecedores e prestadores de serviços dos sectores da construção, engenharia e equipamentos.
O apoio ao aeroporto surge num momento em que o governo angolano procura reforçar as suas infra-estruturas de transporte e melhorar a conectividade entre as províncias. Para Cabinda, o novo aeroporto poderá representar uma melhoria das ligações aéreas da província com o resto do país e com destinos internacionais.
Desde 2018, o financiamento da UKEF a projectos em Angola já ultrapassa dois mil milhões de libras, abrangendo sectores como saúde, energia, água, agricultura e infra-estruturas.
O anúncio ocorre no contexto do reforço das relações económicas entre Angola e Reino Unido, que esta semana realizaram em Londres o UK–Angola Investment Forum, onde os dois países procuraram promover novas oportunidades de investimento e aprofundar a cooperação económica.
