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Senegal procura fortalecer  influência na CEDEAO perante ruptura com países do Sahel

O Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, e o primeiro-ministro, Ousmane Sonko, estão a procurar definir uma agenda regional mais activa para o Senegal dentro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), numa altura em que as relações entre o bloco e os países do Sahel continuam tensas. 

A iniciativa surge depois da saída do Mali, Burkina Faso e Níger, que formaram a Confederação dos Estados do Sahel (AES) terem preferido abandonar a organização e aprofundarem a cooperação política e militar entre os três países.

Perante esta nova configuração regional, Dakar procura assumir um papel mais activo na diplomacia da África Ocidental, procurando reforçar a sua influência dentro da CEDEAO e participar na definição das respostas do bloco aos desafios políticos e de segurança que afectam a região.

A ruptura com os três países do Sahel constitui uma das maiores crises internas enfrentadas pela CEDEAO nos últimos anos. A saída de Bamako, Ouagadougou e Niamey reduziu o espaço de actuação da organização e criou uma nova divisão política entre os países que permanecem no bloco e os regimes militares que decidiram seguir uma trajectória própria.

A posição do Senegal ganha particular importância devido ao peso político e diplomático de Dakar na região e à orientação do actual Governo, que procura projectar o país como um actor relevante na redefinição das relações entre a CEDEAO e os países do Sahel.

A evolução desta relação poderá determinar não apenas o futuro da CEDEAO, mas também o equilíbrio político da África Ocidental, uma região marcada por mudanças de regime, ameaças jihadistas e pelo crescente afastamento entre os governos militares do Sahel e as estruturas regionais tradicionais.

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