31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
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Reino Unido apresenta a sua versão sobre tiros de navio russo a iate britânico

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, quebrou, ontem, o silêncio sobre o incidente no Canal da Mancha, em que uma fragata russa, a Admiral Grigorovich, disparou tiros de aviso contra o iate, britânico, Bright Future, ao largo da Ilha de Wight.

Starmer classificou o acto como “imprudente”, mas citou a avaliação do Ministério da Defesa britânico, segundo a qual o navio russo estaria “à deriva” no momento dos disparos. “Isso não deveria ter acontecido”, afirmou, embora tenha ressalvado que a avaliação aponta para um incidente isolado, “não para algo mais sinistro”. Ainda assim, alertou que a Rússia “é agressiva em toda a Europa”.

Os proprietários do iate, Alan e Jane Kelvey, negaram qualquer culpa: “Não estávamos em rota de colisão. A distância mínima foi de 500 metros. Assim que ouvimos os tiros, ligámos o motor.” O casal acredita que o incidente está relacionado com a apreensão, no domingo, de um petroleiro russo da shadow fleet — o Smyrtos — por fuzileiros navais britânicos, ao abrigo das sanções ao petróleo russo.

A reacção política não se fez esperar. O antigo secretário da Defesa, Sir Ben Wallace, classificou o episódio como “comportamento de um valentão de meia-tigela”, enquanto o secretário da Defesa sombra, James Cartlidge, sublinhou que “a Rússia representa uma ameaça directa à nossa nação”.

A fragata russa, que há semanas navega perto das águas britânicas, estava a ser monitorizada pela fragata HMS Mersey no momento do sucedido.

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