Seja qual venha ser o desfecho do presente Campeonato do Mundo de futebol, a decorrer nos Estados Unidos, México e Canadá, os representantes do continente africano deram a ver o seu real valor, a evolução da sua capacidade competitiva, que, na lógica, não difere dos outros hemisférios, em termos de fundamentos teóricos e mesmo de teor qualitativo.
A primeira fase do torneio deu-nos a ver isto mesmo, em função da garra, da entrega, do estoicismo demonstrado por algumas selecções, situação que, rápido, terá despertado a atenção das grandes potências sobre as cautelas a observar.
É o futebol dos outros que regrediu ou africano que conheceu uma espiral evolução? A resposta certa está na segunda questão. Se olharmos para a ordem classificativa da fase de grupos concluímos que, a esmagadora maioria de selecções do continente terminou em segundo lugar. Safra bastante positiva.
Infelizmente, a fase do “mata-mata” tem as suas particularidades. Ainda assim, os africanos não venderam as derrotas a custo zero. Foi notória a sua ousadia e atitude, pregando susto aqueles que, na certa, chegaram à prova com rótulo de candidatos.
É uma etapa da prova em que a sorte conta muito, e como ela só protege os audazes, o resto já se sabe. Mas em resumo, o continente deixou não só boa impressão, mas também um alerta ao mundo de futebol. “Estamos a vir”, pareceu dizer em uníssono…
By António Panzo

