31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
Destaque SADC

Angola defende maior projecção da língua portuguesa nos 30 anos da CPLP

No ano em que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) celebra 30 anos de existência, o embaixador de Angola junto às Nações Unidas, Francisco José da Cruz, defendeu o fortalecimento da organização e a ampliação do papel da língua portuguesa nas instituições internacionais.

Em entrevista à ONU News, o diplomata afirmou que a CPLP representa um projecto estratégico para os Estados-membros, contribuindo para a defesa de interesses comuns num cenário internacional cada vez mais complexo.

Segundo Francisco José da Cruz, a organização tem ampliado a sua actuação em fóruns internacionais, assumindo posições conjuntas em temas cada vez mais diversificados.

“É importante, enquanto comunidade, apresentarmos posições comuns nos fóruns internacionais. Temos feito isso de forma cada vez mais assertiva, porque vivemos um período de grandes desafios, mas também de grandes oportunidades”, afirmou.

Para o diplomata, o alinhamento entre os países lusófonos fortalece a capacidade da comunidade de defender os seus interesses num contexto global em constante transformação.

O embaixador defendeu que uma das prioridades da CPLP deve ser a valorização do português como língua de trabalho em organizações internacionais.

Segundo informou, esse reconhecimento permitiria aos países lusófonos apresentar oficialmente as suas posições no idioma comum, reforçando o sentimento de identidade e ampliando a influência política da comunidade.

Falado por mais de 280 milhões de pessoas, o português é uma das línguas mais utilizadas no mundo, sendo predominante no Hemisfério Sul e figurando entre os idiomas mais usados na internet.

Francisco José da Cruz destacou também a importância de fortalecer o acordo de mobilidade da CPLP para facilitar a circulação de estudantes, investigadores, empresários e demais cidadãos entre os países-membros.

Na sua avaliação, aproximar a organização das populações representa um passo essencial para ampliar as oportunidades de intercâmbio, cooperação e desenvolvimento dentro do espaço lusófono.

O diplomata considerou que os jovens terão um papel decisivo no futuro da comunidade.

Segundo ele, a nova geração será responsável por dar continuidade ao projecto de integração da CPLP, fortalecendo a cooperação entre os países de língua portuguesa e promovendo interesses comuns num mundo cada vez mais globalizado.

Três décadas de cooperação

Fundada em 1996, a CPLP reúne actualmente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Além dos Estados-membros, a organização conta com mais de 30 países observadores associados, entre eles França, Estados Unidos, Índia e Japão.

Neste ano em que celebra três décadas de existência, Angola volta a ocupar o cargo de secretária-executiva da organização, representada pela diplomata Maria de Fátima Jardim, reforçando o protagonismo do país no processo de integração da comunidade lusófona.

Fonte: ONU News

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *