Os países da NATO comprometeram-se a disponibilizar 70 mil milhões de euros em apoio à Ucrânia durante 2026 e, no mínimo, um montante idêntico em 2027, de acordo com a declaração final da cimeira da Aliança realizada em Ancara.
O compromisso financeiro surge num momento em que os aliados procuram garantir um apoio previsível e de longo prazo a Kiev, numa altura em que a guerra com a Rússia continua sem sinais de uma resolução próxima. A decisão pretende reforçar as capacidades militares e de defesa da Ucrânia, assegurando o fornecimento contínuo de armamento, munições, sistemas de defesa aérea, treino militar e assistência logística.
Na declaração aprovada pelos chefes de Estado e de Governo, os aliados reiteram que a Rússia continua a representar “uma ameaça de longo prazo” para a segurança euro-atlântica, defendendo a necessidade de manter uma postura de dissuasão e de reforço das capacidades defensivas da Aliança.
O apoio anunciado para os próximos dois anos insere-se na estratégia da NATO de garantir que a Ucrânia dispõe dos meios necessários para sustentar o esforço de guerra e fortalecer a sua capacidade de defesa, ao mesmo tempo que procura reduzir a incerteza em torno da continuidade da assistência internacional.
Durante a cimeira, os líderes aliados voltaram igualmente a apelar à manutenção da unidade entre os Estados-membros, considerando que a estabilidade da Europa depende da capacidade de responder de forma coordenada à agressão russa.
Desde o início da guerra na Ucrânia, em Fevereiro de 2022, os países da NATO e os seus parceiros têm canalizado centenas de milhares de milhões de euros em ajuda militar, financeira e humanitária para Kiev. O novo compromisso para 2026 e 2027 procura conferir maior previsibilidade ao apoio ocidental, numa fase em que o conflito continua a evoluir no terreno e as necessidades das forças ucranianas permanecem elevadas.
A declaração final da cimeira não especifica a forma como os 70 mil milhões de euros serão repartidos entre os diferentes Estados-membros, nem estabelece quotas obrigatórias para cada aliado, cabendo a cada país definir a natureza e o volume da sua contribuição.

