31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
Mundo

Blinken acusa Trump de fragilizar confiança europeia nos Estados Unidos

O antigo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, acusou a Administração de Donald Trump de estar a comprometer a confiança dos aliados europeus nos Estados Unidos, defendendo que a recente cimeira da NATO não foi suficiente para dissipar as dúvidas sobre o compromisso de Washington com a segurança do continente.

Numa publicação na rede social X, Blinken revelou que, durante uma recente deslocação à Europa, a principal preocupação manifestada por dirigentes e cidadãos europeus foi saber se os Estados Unidos continuam a ser um aliado fiável. Segundo o antigo chefe da diplomacia norte-americana, “a questão repetia-se constantemente”: “Ainda se pode contar com a América?”.

Embora reconheça que a NATO continua a reforçar as suas capacidades, com mais países a cumprirem a meta de investir 2% do PIB em defesa, maior cooperação industrial e a manutenção do apoio à Ucrânia, Blinken considera que a Administração Trump desperdiçou a oportunidade de apresentar esses resultados como um sucesso da Aliança.

Na sua análise, o antigo secretário de Estado critica as sucessivas confrontações públicas de Trump com países aliados, as ameaças dirigidas a outros membros da NATO e as referências à possibilidade de anexar território pertencente a um aliado dos Estados Unidos, considerando que tais posições contribuíram para deteriorar a confiança transatlântica.

Blinken sustenta ainda que o impacto mais profundo destas atitudes é menos visível, mas potencialmente mais duradouro. Na sua opinião, muitos europeus deixaram de esperar que os Estados Unidos retomem o papel de liderança que desempenharam ao longo de décadas e começaram, em vez disso, a preparar-se para um futuro em que Washington poderá deixar de assumir esse papel.

O antigo responsável democrata conclui que a NATO e a rede de alianças construída pelos Estados Unidos ao longo de quase oito décadas continuam a ser um dos maiores activos estratégicos do país, argumentando que estas parcerias reforçam a influência norte-americana, distribuem os encargos da segurança colectiva e contribuem para a estabilidade internacional.

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