proO Quénia está a posicionar a África Oriental como um campo de ensaio para os esforços ocidentais destinados a garantir o acesso a terras raras, com o Presidente William Samoei Ruto a associar o desenvolvimento da mina de terras raras de Mrima Hill à sua estratégia de industrialização.
Segundo a Africa Confidential, Ruto pretende concluir um acordo de acesso a recursos minerais com os Estados Unidos que concederá a Washington acesso a reservas de nióbio e de terras raras avaliadas em milhares de milhões de dólares, em troca da instalação de unidades de processamento no Quénia. Ao mesmo tempo, prevê-se que empresas norte-americanas concorram à concessão de Mrima Hill, avaliada em 62 mil milhões de dólares.
A publicação, num artigo divulgado a 30 de Julho de 2026, refere que Ruto promulgou, a 7 de Julho, a lei que cria o Fundo Soberano do país e tenciona canalizar para esse instrumento as receitas provenientes da futura refinaria de petróleo da Dangote Industries, em Lamu, bem como do sector mineiro queniano.
A aposta no processamento local surge numa altura em que Washington procura reduzir a vantagem de cerca de duas décadas da China no sector das terras raras.dução e transferência de drones e mísseis.

