31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
AFRICA

“O Pai da Rainha de Angola”, de Rodrigo França, estreia no Telecine

A curta-metragem de ficção “O Pai da Rainha de Angola”, do multi-artista brasileiro Rodrigo França, estreou, ontem, terça-feira, 04, no Telecine. A produção passa a integrar, em exclusivo, o catálogo da plataforma de streaming, disponível através do Globoplay, Prime Video e operadoras de televisão, além de ser exibida no canal Telecine Premium.

Com uma narrativa que estabelece pontes entre o Brasil e África, o filme aborda questões de identidade, ancestralidade e pertença, colocando no centro da história a construção de uma relação entre pai e filha e a importância do reconhecimento das raízes africanas na formação da identidade das crianças negras.

A história acompanha Ravi, um homem negro que adopta Thelminha, uma menina de sete anos que acredita ser a Rainha de Angola e passa a reivindicar o seu verdadeiro nome, Zuri. Ao longo da narrativa, a convivência entre ambos transforma-se numa jornada de descoberta, afecto e escuta, enquanto a criança afirma a sua ligação simbólica ao continente africano e à sua herança cultural.

Mais do que um drama familiar, “O Pai da Rainha de Angola” propõe uma reflexão sobre a representação das infâncias negras no audiovisual, a valorização da memória ancestral e o fortalecimento dos laços entre África e a sua diáspora, temas que têm vindo a ganhar maior espaço nas produções contemporâneas.

Antes da estreia comercial no Brasil, a curta-metragem foi apresentada no Africa International Film Festival (AFRIFF), realizado em Lagos, na Nigéria, um dos mais importantes festivais de cinema do continente africano. A participação no evento reforçou a projecção internacional da obra e aproximou-a de um público interessado em narrativas que promovem o diálogo entre diferentes realidades da diáspora africana.

A chegada do filme ao Telecine amplia o acesso do público a uma produção que, através de uma história intimista, reafirma o papel do cinema como espaço de preservação da memória, de valorização da diversidade cultural e de fortalecimento das ligações entre África e as comunidades afrodescendentes espalhadas pelo mundo.

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