A província de Cabinda concentra a maioria dos casos de varíola dos macacos (mpox) registados em Angola, enquanto o número de infecções continua a aumentar noutras zonas do país, incluindo o Zaire, que registou seis novos casos nas últimas 24 horas.
Dados divulgados pelas autoridades sanitárias em meados de Agosto apontavam para cerca de 200 casos confirmados em Cabinda, fazendo da província o principal foco da doença no país. A situação levou ao reforço da vigilância epidemiológica e à realização de uma campanha de vacinação para travar a propagação do vírus.
No Zaire, quatro dos seis novos casos foram identificados no município de Tando Zinze, enquanto os restantes dois foram registados noutras localidades da província. O surgimento de novos casos mantém o Zaire sob vigilância das autoridades de saúde, que procuram identificar possíveis cadeias de transmissão e limitar a propagação da doença.
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, que pode provocar febre, dores de cabeça, dores musculares, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos e erupções cutâneas que podem evoluir para lesões ou bolhas. A transmissão ocorre sobretudo através de contacto próximo com uma pessoa infectada, incluindo contacto directo com as lesões, secreções respiratórias ou materiais contaminados.
A evolução da doença já ultrapassou igualmente os limites de Cabinda. O Moxico registou casos associados a pessoas provenientes de Cabinda e do Moxico Leste, levando as autoridades a reforçar as medidas de vigilância e prevenção para evitar novas cadeias de transmissão.
A situação no norte de Angola tem levado as estruturas de saúde a intensificar o acompanhamento epidemiológico, particularmente nas províncias com maior circulação de pessoas entre si. A identificação precoce dos casos e o acompanhamento dos contactos são considerados fundamentais para limitar a propagação da doença.
As autoridades sanitárias recomendam à população que mantenha as medidas de prevenção e procure assistência médica perante o aparecimento de sintomas compatíveis com a mpox, devendo ser evitado o contacto próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas.
Com Cabinda a concentrar a maioria dos casos confirmados e o surgimento de novas infecções no Zaire e noutras províncias, as autoridades mantêm sob atenção a evolução da mpox em Angola.

