O PRA-JA Servir Angola apresentou, esta quinta-feira, em Luanda, o seu manifesto político para 2027 e apontou a capital como o principal campo de mobilização do partido para as próximas eleições gerais, apostando no reforço da presença junto das bases e das comunidades.
O partido liderado por Abel Chivukuvuku, defende a abertura de “um novo capítulo” na história de Angola, 50 anos depois da independência, propondo uma governação assente no trabalho, competência, justiça e democracia.
Mais do que uma declaração de princípios, o manifesto apresenta uma agenda que passa pela melhoria da qualidade de vida, dinamização da economia, agricultura familiar e industrial, segurança alimentar, reforma do Estado, implementação efectiva das autarquias e reforço do Estado de direito.
O documento defende igualmente uma revisão da estratégia para a economia azul e uma política energética que dê prioridade ao abastecimento dos municípios e localidades com produção nacional antes de se avançar para a exportação de energia.
O partido decidiu criar grupos de acompanhamento e dinamização nos municípios de Luanda, integrados por membros dos seus principais órgãos dirigentes. A iniciativa é assumida por estes como parte do esforço para reforçar a organização e garantir uma presença mais próxima das comunidades.
O PRA-JA pretende reforçar o trabalho de proximidade junto das bases, numa estratégia orientada para aumentar a sua capacidade de mobilização tendo em vista as eleições de 2027.
A escolha de Luanda não é casual. A capital constitui a maior praça eleitoral do país e concentra uma parcela significativa da população, mas também alguns dos principais problemas que o PRA-JA coloca no centro do seu discurso político: emprego, custo de vida, serviços públicos, habitação, água, energia e oportunidades para a juventude.
O lançamento do manifesto acontece poucos dias depois de Abel Chivukuvuku ter anunciado que o partido está a preparar um programa de governação construído a partir das preocupações recolhidas junto das comunidades. Durante uma jornada de campo do programa “7/7, Ver, Ouvir e Partilhar”, realizada na Estalagem, o líder do PRA-JA afirmou que as propostas para 2027 serão construídas com base no contacto directo com os cidadãos.

