A presidente da Assembleia Nacional da África do Sul, Thoko Didiza, manteve-se no cargo depois de a moção de censura apresentada pelo Economic Freedom Fighters (EFF) ter sido rejeitada, quarta-feira, pelo Parlamento.
A votação, realizada numa sessão virtual, terminou com 282 votos contra a moção e 101 a favor, além de 17 abstenções.
O EFF, liderado por Julius Malema, acusava Didiza de não ter defendido a independência do Parlamento ao optar por não contestar judicialmente a iniciativa do Presidente Cyril Ramaphosa para suspender o processo de destituição que decorria na Assembleia.
A tentativa de afastamento contou com o apoio do MK Party e de outras pequenas formações, mas não conseguiu reunir a maioria necessária. A Democratic Alliance (DA), apesar das críticas anteriores à actuação de Didiza, decidiu votar contra a moção.
A votação ficou ainda marcada por problemas técnicos e interrupções durante a sessão virtual, levando o EFF a classificar o processo como embaraçoso para o Parlamento.
A derrota representa um revés para Malema, mas mantém em aberto o confronto político em torno da actuação de Didiza e do processo de responsabilização de Ramaphosa.

