Angola assume um papel central numa nova iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), desenvolvida em parceria com a República Democrática do Congo (RD Congo), destinada a reforçar a empregabilidade e a autonomia económica de jovens e mulheres. O projecto aposta na integração de ferramentas de empreendedorismo nos currículos dos centros de formação profissional, promovendo competências essenciais para o mercado de trabalho e para a criação de novos negócios.
Integrada na assistência técnica da OIT ao Corredor Económico Transnacional RDC–Angola, esta iniciativa insere-se num programa mais vasto de modernização das infra-estruturas de transporte e de dinamização do tecido económico regional, com o objectivo de promover um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.
Um dos principais eixos do programa consiste na introdução de conteúdos de empreendedorismo nos centros de formação profissional de Angola e da RD Congo. Segundo a OIT, esta estratégia permite aos formandos desenvolver competências técnicas e empresariais, capacitando-os para identificar oportunidades de negócio, criar actividades geradoras de rendimento e lançar os seus próprios empreendimentos.
A organização considera que o investimento na formação contribui para alargar as oportunidades de emprego da juventude, ao mesmo tempo que fortalece o ecossistema empreendedor e dinamiza as economias locais.
Entre Março e Junho deste ano, 20 formadores dos centros de formação profissional-piloto, entre os quais quatro mulheres, receberam formação especializada em metodologias de criação e desenvolvimento de negócios.
Na sequência desta acção, 100 recém-diplomados reforçaram as suas competências empreendedoras, dos quais 60 são mulheres, reflectindo a aposta da iniciativa na promoção da igualdade de oportunidades e na inclusão feminina no mercado de trabalho.
Os efeitos do programa já começam a fazer-se sentir nas comunidades abrangidas. Após concluírem a formação, 20 consultores de negócios passaram a ministrar cursos de gestão empresarial dirigidos a 100 empreendedores em actividade, dos quais 59 são mulheres, contribuindo para ampliar o impacto do projecto e incentivar a criação de novas oportunidades económicas.
A OIT sublinha que os resultados alcançados pelas actividades desenvolvidas durante o primeiro semestre de 2026 demonstram que o investimento no desenvolvimento de competências constitui uma via eficaz para reforçar a empregabilidade da juventude africana.
Com a continuidade da iniciativa, a organização pretende criar novas oportunidades económicas para jovens e mulheres, promovendo um ambiente empresarial mais inclusivo, inovador e sustentável em toda a região, com Angola a assumir um papel estratégico neste processo de transformação económica.
Fonte: News UN

