Manifestantes ligados ao movimento March and March saíram, na quarta-feira, 19 de Agosto, à rua junto ao Tribunal Regional da Cidade do Cabo, na África do Sul, para exigir que Chidimma Adetshina abandone o país. Os protestos decorreram enquanto o tribunal se preparava para decidir sobre a batalha judicial relacionada com o seu estatuto migratório.
À chegada ao tribunal, Adetshina foi cercada por jornalistas e manifestantes, tendo corrido para o interior do edifício para evitar a multidão. Os manifestantes entoaram cânticos como “Chidimma, go home” e exibiram cartazes com mensagens como “Ela escolheu a Nigéria e foi coroada Miss Nigéria” e “Os imigrantes ilegais são um fardo no nosso país”.
A polémica em torno da jovem ganhou força em 2024, quando participou no concurso Miss África do Sul. Parte da sociedade sul-africana questionou a sua nacionalidade devido à origem nigeriana do pai, levando à sua retirada da competição. Mais tarde, Adetshina participou no concurso Miss Universo Nigéria, que venceu, passando a representar a Nigéria no Miss Universo.
Em Junho de 2026, Adetshina foi detida pelas autoridades sul-africanas, que alegaram que ela entrou no país através da fronteira de Lebombo, proveniente de Moçambique, apesar de ter sido anteriormente declarada pessoa proibida de entrar no território.
A jovem contesta a tentativa de detenção enquanto aguarda uma eventual deportação, numa disputa que tem provocado forte atenção pública na África do Sul e na Nigéria.

