31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
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Chuva de mísseis russos sacode a capital ucraniana durante toda a noite

A capital ucraniana foi alvo de intensos bombardeamentos ininterruptos ao longo de toda a noite, num dos assaltos aéreos mais intensos e prolongados desde o início da guerra. As explosões sucederam-se sem tréguas, mantendo a população a procurar refúgio nas estações de metro espalhadas pela cidade.

De acordo com o relato, este terá sido o ataque mais severo que Kiev sofreu em todo o conflito. As imagens disponíveis mostram marcas dos impacto em edifícios que pensa-se ser um escritórios do governo ucraniano.

Não há, para já, números oficiais sobre vítimas mortais ou feridos, nem um balanço definitivo dos estragos materiais. A ofensiva aérea prolongou-se sem interrupção, sugerindo uma escalada na estratégia militar russa contra o centro do poder ucraniano.

É de recordar que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky,que se encontra em visita oficial à Irlanda, alertou ontem a  população para um ataque russo de grande envergadura previsto para a noite.

“A Rússia está a preparar um golpe substancial. Peço a todos os ucranianos que não ignorem os alertas e que se dirijam aos abrigos quando as sirenes soarem”, declarou Zelensky, avançando que os serviços de inteligência confirmaram a movimentação de meios aéreos e o lançamento de grupos de “drones” a partir de várias regiões da Federação Russa.

A resposta oficial de Moscovo

Entretanto, o ministério da Defesa da Federação Russa afirmou que os ataques à capital ucraniana Kiev foram em resposta aos ataques da Ucrânia a alvos civis em território russo.

O ataque a Kiev foi efectuado em larga escala contra vários alvos em território ucraniano, utilizando armas de precisão de longo alcance – terrestres, aéreas e navais – bem como veículos aéreos não tripulados.

De acordo com a fonte russa, os alvos atingidos incluem empresas do sector militar-industrial e instalações do complexo energético e de combustíveis na cidade de Kiev e na região de Kiev, bem como infraestruturas de aeródromos militares nas regiões de Dnepropetrovsk, Poltava, Cherkassy, Chernigov e Kiev.

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