A revelação de passivos ocultos herdados da gestão de Macky Sall atirou o Senegal para uma crise de dívida, forçando o Governo de Bassirou Diomaye Faye a reavaliar, de urgência, todas as suas opções de financiamento.
A questão intensificou o debate em Dacar sobre se o governo deve envolver-se mais directamente com o Fundo Monetário Internacional, apesar das críticas anteriores às políticas apoiadas pelo FMI por parte de figuras próximas do Primeiro-Ministro Ousmane Sonko.
Nos dias 11 e 12 de Maio, economistas como Jeffrey Sachs, Jayati Ghosh e Ndongo Samba Sylla reuniram-se em Dacar para uma conferência sobre a crise e alternativas à gestão tradicional da dívida.
Faye encontrou-se também com a directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, em Nairóbi, no dia 12 de Maio, sinalizando um contacto continuado com a instituição financeira.

