O primeiro-ministro da Namíbia, Elijah Ngurare, garantiu, esta semana, que o país continuará a apoiar Cuba, apesar das dificuldades económicas provocadas pelo embargo dos Estados Unidos, defendendo que a solidariedade com Havana é uma questão de princípio, história e humanidade.
Ngurare fez estas declarações em Havana, durante um colóquio que assinalou o centenário do nascimento do antigo líder cubano Fidel Castro. Na ocasião, afirmou que a Namíbia tem uma dívida de solidariedade com Cuba, construída durante a luta de libertação e que continua a orientar as relações entre os dois países.
O chefe do Governo namibiano afirmou que os novos parceiros que o país conquistou depois da independência não devem esperar que Windhoek abandone os seus aliados históricos. Segundo Ngurare, a Namíbia continuará a defender o povo cubano e o seu Governo, independentemente das dificuldades que o país enfrenta.
Para o primeiro-ministro, seria “desumano e imoral” esperar que a Namíbia virasse as costas a Cuba, numa referência ao embargo económico norte-americano que há décadas condiciona a economia cubana.
A posição de Ngurare reforça a continuidade dos laços históricos entre Windhoek e Havana, estabelecidos durante a luta de libertação da Namíbia. Cuba desempenhou um papel relevante no apoio às forças de libertação da África Austral, incluindo na luta contra o apartheid e pela independência namibiana, tornando-se desde então num dos parceiros históricos do país.

