O vice-presidente da Federação Angolana de Ténis, destacou esta semana, em entrevista ao Jornal A Bola, a expansão do Ténis de campo para novas províncias, considerando que os circuitos nacionais têm sido determinantes para o crescimento competitivo dos atletas.
Durante muitos anos, segundo Sanda, o ténis foi visto em Angola como uma modalidade elitista, para um pequeno grupo de pessoas. Hoje, de acordo com o dirigente desportivo, a realidade está a mudar.
A poucos dias de mais uma etapa importante do calendário nacional, João Sanda, defende que a modalidade vive um processo de “democratização”, fruto do trabalho de massificação desenvolvido pela federação.
“A massificação é possível. O ténis já não é tanto um desporto de elite como se dizia no passado. Hoje é possível praticar ténis em qualquer parte do país e nós estamos a fazer o nosso papel para que esse estigma fique definitivamente para trás”, afirmou.
Embora reconheça os desafios logísticos para levar a modalidade a todas as províncias, João Sanda considera que os avanços já são visíveis. A FAT continua a alargar a sua base de associados e pretende consolidar a presença do ténis em diferentes regiões do país.
“Ainda é muito difícil expandir o ténis para todas as províncias, mas estamos a trabalhar para aumentar o número de associados. Actualmente contamos com sete associações filiadas e, recentemente, o Huambo passou a integrar oficialmente a família federativa. Para o próximo ano, queremos acrescentar mais uma ou duas províncias”, revelou.
Os resultados alcançados pela Selecção Nacional na recente participação na Taça Davis reforçam, segundo o dirigente, o investimento nas competições internas.
João Sanda destacou, igualmente, o desempenho de Amerson Tumuina e Justino Rodrigues, atletas que treinam e competem em Angola, como exemplo da evolução técnica proporcionada pelos circuitos nacionais.
“Regressámos recentemente da Taça Davis e o Amerson Tumuina e o Justino Rodrigues, que vivem e treinam em Angola, representaram muito bem o país. Demonstraram um nível competitivo elevado e isso é reflexo do trabalho desenvolvido nos nossos circuitos nacionais”, sublinhou.
Para a direcção da FAT, o crescimento da modalidade passa pela continuidade do investimento na formação, na expansão territorial e na criação de mais oportunidades competitivas, factores considerados essenciais para consolidar o ténis como um desporto cada vez mais acessível aos jovens angolanos.

