31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
Mundo

PAICV denuncia perseguição política na Guiné-Bissau e pede acção da comunidade internacional

O caso Domingos Simões Pereira ganhou uma nova dimensão diplomática após o PAICV pedir a intervenção da CPLP, CEDEAO e Nações Unidas para acompanhar a situação do líder do PAIGC, detido na sequência da crise política que se seguiu às eleições interrompidas na Guiné-Bissau.

Num comunicado divulgado domingo, o partido cabo-verdiano condenou a detenção do dirigente guineense, considerando-a uma violação dos princípios democráticos e dos direitos fundamentais, e exigiu o fim do que classifica como “perseguição política”.

O PAICV relaciona a situação actual na Guiné-Bissau com a crise política desencadeada após o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral e levou à tomada do poder pelos militares.

Domingos Simões Pereira encontra-se em prisão domiciliária depois de ter sido detido no contexto de uma investigação sobre uma alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida antes das eleições gerais de Novembro de 2025.

O processo poderá avançar para julgamento no Tribunal Militar, depois de uma decisão judicial ter permitido a retoma dos procedimentos anteriormente suspensos devido a um recurso apresentado pela defesa.

O líder do PAIGC e o seu partido foram impedidos de participar nas eleições, tendo apoiado a candidatura de Fernando Dias, que contestou os resultados eleitorais e reivindicou vitória sobre o então Presidente Umaro Sissoco Embaló.

Após o golpe militar, o Presidente foi afastado do cargo, Fernando Dias refugiou-se temporariamente na Embaixada da Nigéria e Domingos Simões Pereira foi detido pelas autoridades.

O PAICV considera que a situação representa uma ameaça aos valores democráticos na África Ocidental e apelou às organizações regionais e internacionais para pressionarem pelo restabelecimento da ordem constitucional e pela libertação do dirigente guineense.

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