Um tribunal sul-africano ordenou a suspensão temporária do processo parlamentar que investiga alegações de má conduta contra o Presidente Cyril Ramaphosa no âmbito do escândalo conhecido como “Farmgate”.
A decisão judicial impede, para já, que o Parlamento avance com a investigação que poderá determinar se existem fundamentos para um processo de destituição do chefe de Estado. A suspensão deverá manter o caso em espera até ao início de Setembro, quando Ramaphosa pretende contestar judicialmente as conclusões de um painel independente.
O escândalo remonta a 2020, quando uma avultada quantia em dinheiro foi roubada da quinta de Ramaphosa, em Limpopo. O caso levantou questões sobre a origem do dinheiro, a forma como o roubo foi tratado e se o Presidente terá omitido informações às autoridades.
Um painel independente concluiu posteriormente que existiam elementos que poderiam indicar uma violação da Constituição e uma possível má conduta grave por parte de Ramaphosa. As conclusões abriram caminho para a análise parlamentar das alegações.
Ramaphosa rejeitou as acusações e deverá recorrer novamente ao tribunal no início de Setembro para tentar anular o relatório do painel. Até lá, a ordem judicial suspende temporariamente uma investigação que ameaça reacender uma das maiores controvérsias políticas do seu mandato.

