31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
Mundo

Irão nega negociações com Estados Unidos e mantém diálogo com Omã sobre Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deu, esta sexta-feira, início ao processo de escolha do próximo secretário-geral da Organização, com a realização da primeira votação informal, conhecida por straw poll, destinada a avaliar o nível de apoio dos sete candidatos que disputam a sucessão de António Guterres, cujo segundo mandato termina a 31 de Dezembro de 2026.

Na corrida ao cargo encontram-se o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, e o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda, Olara Otunnu, bem como Rafael Grossi (Argentina), Michelle Bachelet (Chile), Rebeca Grynspan (Costa Rica), María Fernanda Espinosa (Equador) e Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana).

A votação, realizada à porta fechada, visa aferir o grau de apoio de que beneficia cada candidato antes de o Conselho de Segurança recomendar formalmente um nome à Assembleia Geral das Nações Unidas, onde a nomeação é, por tradição, aprovada por aclamação.

A votação informal é um mecanismo introduzido na década de 1980 para evitar bloqueios no Conselho de Segurança durante a escolha do secretário-geral. Cada um dos 15 membros do órgão atribui, de forma anónima, uma de três classificações a cada candidato: «encorajar», «desencorajar» ou «sem opinião».

Este sistema permite avaliar a viabilidade das candidaturas e facilita a retirada daqueles que não reúnem apoio suficiente. Nas primeiras rondas, todos os boletins de voto são idênticos. Posteriormente, os votos dos cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França — passam a ser distinguidos por uma cor diferente, tornando possível identificar a existência de um eventual veto, sem revelar qual dos países o exerceu.

Para ser recomendado à Assembleia Geral, um candidato necessita de reunir, pelo menos, nove votos favoráveis no Conselho de Segurança e de não ser alvo do veto de qualquer um dos cinco membros permanentes.

A tradição da Organização prevê ainda uma rotatividade regional na escolha do secretário-geral. Neste ciclo, vários Estados defendem que chegou a vez de a América Latina assumir o cargo, ao mesmo tempo que cresce o apelo à eleição da primeira mulher para liderar as Nações Unidas.

O apoio oficial do Senegal à candidatura de Macky Sall representa uma mudança política relevante. O Presidente Bassirou Diomaye Faye decidiu apoiar o seu antecessor, apesar das críticas que anteriormente dirigira ao seu Governo.

Já Olara Otunnu entrou mais tarde na corrida e, por essa razão, não participou nas audições públicas realizadas nos últimos meses. Ainda assim, o antigo chefe da diplomacia ugandesa integra esta primeira ronda de votações informais.

O Governo do Uganda destaca o percurso de Otunnu nas Nações Unidas, sublinhando as funções que desempenhou como presidente do Conselho de Segurança e subsecretário-geral para as Crianças em Conflitos Armados, defendendo que reúne uma experiência «profunda e abrangente» no seio da Organização.

O processo deverá prolongar-se durante várias semanas, ou mesmo meses, com sucessivas rondas de votações informais, até que seja alcançado um consenso em torno de um nome, o que deverá acontecer entre Setembro e Outubro.

O próximo secretário-geral das Nações Unidas tomará posse a 1 de Janeiro de 2027 para um mandato de cinco anos, renovável por igual período.

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