A tensão política voltou a subir de tom este final de semana, com a UNITA a acusar a Polícia Nacional de ter atentado contra a vida de um dos seus dirigentes e de ter cercado a sede provincial do partido no Uíge.
Os incidentes ocorreram no mesmo dia em que a principal força da oposição realiza, naquela província, o acto central comemorativo do 92.º aniversário do seu Presidente fundador, Jonas Malheiro Savimbi.
De acordo com a UNITA, o dirigente da sua organização juvenil, Nelito Ekuikui, foi alvo de uma acção policial que o partido considera um atentado contra a sua vida. Ekuikui afirmou que escapou porque não se encontrava dentro da viatura no momento em que esta terá sido atacada.
O dirigente denunciou igualmente disparos e o uso de gás lacrimogéneo nas proximidades da sede provincial da UNITA, referindo a existência de feridos.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, reagiu com fortes críticas à actuação das autoridades e classificou o episódio como um “atentado contra a vida” do dirigente da JURA. A liderança do partido considera que os acontecimentos constituem uma tentativa de intimidação da sua actividade política.
Tensão começou antes dos confrontos
Os acontecimentos no Uíge não terão começado apenas no dia das comemorações. Dias antes já circulavam imagens de alegados actos de intolerância política na cidade, incluindo a retirada de bandeiras e material de propaganda do MPLA por militantes identificados como afectos à UNITA.
A situação agravou-se posteriormente com acusações de impedimentos à circulação da caravana de Adalberto Costa Júnior e com a presença das forças policiais nas imediações da estrutura partidária da UNITA.
Devido ao sucedido, Adalberto Costa Júnior reuniu-se com o governador provincial do Uíge, José Carvalho da Rocha, que no final da reunião considerou o encontro positivo e afirmou que o diferendo tinha sido ultrapassado. “Tivemos uma boa reunião com o engenheiro Adalberto Costa Júnior e a sua delegação, e tudo se resolveu”, disse o governador, acrescente mais à frente que “é através do diálogo que se constrói uma Angola “acima

