30 de Outubro, 2026
Luanda, Angola
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Angola e Brasil procuram acelerar transformação no sector agrícola 

Angola e Brasil estão a aprofundar a cooperação agrícola com uma agenda centrada no investimento produtivo, transferência de tecnologia, mecanização e desenvolvimento de cadeias de valor, numa tentativa de transformar o potencial agrícola angolano em produção efectiva.

Segundo escreveu a Forbes Portugal, a nova fase da parceria entre os dois países prevê a entrada de empresas brasileiras no sector agropecuário, com o Governo a identificar cerca de 800 mil hectares para estudos e eventual instalação de projectos integrados com as comunidades locais. 

A estratégia pretende reforçar a produção nacional, reduzir a dependência das importações alimentares e criar novas oportunidades de emprego.

Um dos projectos de maior dimensão é o Terra Lunda, que está a ser desenvolvido neste momento na província da Lunda-Norte, que prevê a exploração de 20 mil hectares para produção industrial de milho e feijão. O projecto será implementado entre 2027 e 2030, com uma expansão de aproximadamente 5 mil hectares por ano e um investimento estimado em 83,2 milhões de dólares.

A cooperação inclui igualmente a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com transferência de tecnologia adaptada às condições agroecológicas de Angola, investigação e formação de quadros nacionais. O programa bilateral de investimento produtivo agropecuário foi discutido entre os dois países como instrumento para aproximar capital, conhecimento técnico e produção.

Para Angola, o desafio é transformar uma vasta disponibilidade de terras aráveis numa agricultura mais produtiva e integrada. O Ministério da Agricultura e Florestas estima que o país disponha de cerca de 36 milhões de hectares de terras aráveis, mas apenas uma parcela reduzida é actualmente explorada pelo sector empresarial.

A parceria com o Brasil deverá ainda abranger áreas como investigação, formação, armazenamento, irrigação, comercialização e desenvolvimento de agro-indústrias. A aposta é criar cadeias de valor capazes não só de abastecer o mercado interno, mas também de gerar excedentes para exportação.

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