A União Europeia confirmou a permanência de Angola na sua lista de jurisdições de alto risco para o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, integrante de um conjunto de oito países africanos que continuam sob escrutínio apertado das autoridades comunitárias.
Além de Angola, constam da mesma lista a Argélia, Camarões, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Quénia, Namíbia e Sudão do Sul.
Embora esta designação não acarrete sanções económicas directas contra o país, impõe, na prática, um ónus acrescido para as instituições financeiras europeias, que passam a ser obrigadas a aplicar medidas reforçadas de diligência devida em todas as transacções com origem ou destino em território angolano.
Para as empresas angolanas e para os parceiros estrangeiros que operam com o país, as consequências são significativas: aumento dos custos de compliance, exigência de documentação mais exaustiva e comprovativos adicionais sobre a proveniência dos fundos, bem como atrasos nos prazos normais de processamento de pagamentos e transferências internacionais.
A decisão, que revoga a lista anterior, será publicada em breve no Jornal Oficial da UE, mantendo Angola sob vigilância reforçada no que toca à prevenção de fluxos financeiros ilícitos.


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