A Federação Angolana de Futebol (FAF) rescindiu, por mútuo acordo, o vínculo com o seleccionador nacional de futsal, Franklin Inácio, numa mudança que acontece a pouco mais de um mês da participação de Angola no Campeonato Africano das Nações (CAN) de Futsal, em Marrocos.
A decisão foi anunciada pela FAF no início de Setembro e, segundo o organismo, enquadra-se numa estratégia de reestruturação da selecção nacional, que passa pela contratação de um treinador em regime de exclusividade, com independência e disponibilidade total para acompanhar os compromissos da equipa.
A Federação ainda não anunciou o sucessor de Franklin Inácio, limitando-se a informar que a nova equipa técnica será apresentada oportunamente.
A saída do treinador ocorre numa fase particularmente sensível da preparação para o CAN, marcado para 12 a 21 de Outubro, em Marrocos. Angola integra o Grupo B, juntamente com o Egipto, Moçambique e Tanzânia, depois do sorteio realizado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em Agosto.
A selecção angolana terá pela frente um dos grupos mais competitivos da prova. O Egipto é uma das selecções mais experientes do continente, enquanto Moçambique e Tanzânia procuram afirmar-se numa modalidade em crescimento na região.
Angola chega à competição depois de garantir o apuramento para a fase final e de subir cinco lugares no ranking mundial de futsal, da 59.ª para a 54.ª posição, segundo a actualização divulgada no início de Setembro.
A alteração no comando técnico obriga agora a FAF a acelerar a escolha do novo treinador e a reorganização da equipa técnica, numa altura em que restam pouco mais de cinco semanas para o início da competição continental.
Franklin Inácio deixa o cargo depois de ter conduzido a selecção no processo de qualificação para o CAN. A Federação agradeceu ao técnico o empenho, dedicação e contributo prestado ao futsal nacional.
A estreia de Angola no CAN está prevista para 13 de Outubro, diante de Moçambique, num duelo entre duas selecções da África Austral. A competição reunirá oito países e servirá também de palco para a disputa pelas posições de qualificação para as principais competições internacionais da modalidade.
A principal incógnita passa agora pela escolha do novo seleccionador e pela capacidade da FAF de garantir uma transição rápida, sem comprometer a preparação de uma equipa que chega ao CAN com ambições renovadas e uma posição melhorada no panorama internacional.

