31 de Agosto, 2026
Luanda, Angola
SADC Sociedade

Botswana reforça vigilância sanitária perante risco de propagação do Ébola

Taboka Ngwako 

O Botswana reforçou as medidas de prevenção e vigilância contra o Ébola na sequência de casos registados em partes da África Central, mantendo os sistemas nacionais de resposta a emergências de saúde em estado de alerta elevado.

O Ministério da Saúde assegurou que, apesar de não terem sido detectados casos no país, todas as estruturas previstas no sistema de gestão de emergências de saúde pública estão activadas e preparadas para responder a uma eventual ocorrência.

Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde do Botswana, Christopher Nyanga, o país dispõe de um plano nacional de preparação e contingência contra o Ébola, apoiado por Equipas de Resposta Rápida e Equipas Médicas de Emergência, que permanecem de prontidão e recebem formação contínua para actuar em situações de surto.

As equipas estão preparadas para realizar investigação de casos, rastreio de contactos, recolha de amostras e aplicação de medidas de prevenção e controlo de infecções.

A vigilância foi igualmente reforçada nos postos fronteiriços e outros pontos de entrada no país. Viajantes provenientes de zonas afectadas, incluindo camionistas e outros cidadãos em trânsito entre países, estão sujeitos a rastreios sanitários obrigatórios, que incluem medição da temperatura, preenchimento de declarações de saúde e avaliação visual.

O Governo identificou ainda instalações de isolamento em todos os distritos e activou as cadeias de abastecimento para garantir a disponibilidade de equipamentos de protecção individual e outros materiais médicos essenciais.

Embora o Botswana tenha assegurado medicamentos e outros produtos necessários para uma eventual resposta, as autoridades alertam que o vírus Bundibugyo, actualmente em circulação, não dispõe de terapêutica específica nem de vacina, sendo o tratamento baseado sobretudo em cuidados de suporte.

As autoridades sanitárias estão também a trabalhar com os países vizinhos, a Organização Mundial da Saúde e os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças para reforçar a vigilância epidemiológica, a partilha de informação e a coordenação de uma eventual resposta regional.

O Ministério da Saúde botswanês apelou à população para estar atenta a sintomas como febre súbita, fraqueza intensa, dores musculares e articulares, dores de cabeça persistentes, vómitos, diarreia e, em alguns casos, hemorragias ou aparecimento inexplicável de hematomas.

As autoridades recomendam que qualquer pessoa que desenvolva estes sintomas no período de 21 dias após uma viagem a uma zona afectada se isole imediatamente e procure assistência médica urgente.

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