A Namíbia repatriou da África do Sul os restos mortais de Niilenge e Nehale, numa cerimónia que o Presidente namibiano, Netumbo Nandi-Ndaitwah, considerou um passo importante para restaurar a dignidade daqueles cujas vidas e sacrifícios fazem parte da história do país.
Segundo a Presidente namibiana, o regresso dos restos mortais representa um momento de memória e de reconciliação nacional, permitindo à Namíbia homenagear os seus filhos e antepassados e recebê-los novamente na terra que consideravam sua.
Após a cerimónia de recepção, os restos mortais foram encaminhados para o Instituto de Ciências Forenses da Polícia da Namíbia, em Windhoek, onde deverão permanecer durante os procedimentos necessários antes das cerimónias de homenagem e sepultamento.
A repatriação enquadra-se nos esforços do Governo namibiano para devolver ao país restos mortais de pessoas que contribuíram para a luta de libertação nacional e de antepassados que permaneceram durante décadas fora da sua terra de origem.
O regresso de Niilenge e Nehale permite também restabelecer a ligação dos falecidos com a sua terra natal, proporcionando às famílias e comunidades a oportunidade de prestar homenagem aos seus antepassados em solo namibiano.
A Namíbia tem procurado, nos últimos anos, reforçar a preservação da memória daqueles que sofreram ou perderam a vida durante o período colonial e o regime do apartheid, bem como dos que participaram na luta pela independência.
Para as autoridades, o repatriamento constitui igualmente uma oportunidade de reflexão sobre os sacrifícios feitos durante a luta de libertação e sobre a importância de preservar as memórias e o legado das gerações que contribuíram para a construção da Namíbia independente.
Niilenge e Nehale estão associados à história da luta de libertação da Namíbia e aos sacrifícios feitos durante o período de resistência ao colonialismo e ao apartheid. Os seus restos mortais permaneceram durante décadas na África do Sul, antes de serem agora repatriados para a Namíbia.

