Uma nova vaga de ataques no sul da Arábia Saudita está a aumentar a pressão sobre as infra-estruturas energéticas do reino e sobre as exportações de petróleo através do Mar Vermelho, aumentando desta forma a instabilidade na região do Médio Oriente.
Forças iemenitas anunciaram ataques contra alvos sauditas, incluindo instalações na região de Jazan, enquanto foram registados alertas de segurança em Abha e Khamis Mushait. Até ao momento, não há confirmação independente de que a refinaria da Saudi Aramco em Jazan tenha sido atingida.
A escalada ocorre depois de a Arábia Saudita ter encerrado temporariamente a conduta East-West, uma das principais vias utilizadas pelo reino para transportar petróleo do leste do país até ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. A decisão foi tomada depois de ataques com drones terem provocado danos em instalações da conduta nas regiões de Riade e Medina.
Ao mesmo tempo, os Houthis, no Iémen, avançaram ao longo da costa do Mar Vermelho e assumiram o controlo de Mokha e da estratégica ilha de Mayun, no estreito de Bab el-Mandeb. O avanço aumenta os riscos para uma das principais rotas marítimas entre a Ásia, África e Europa.
A situação ameaça agravar as dificuldades de exportação de petróleo saudita, depois de o reino ter recorrido à rota do Mar Vermelho para contornar as restrições no estreito de Ormuz.
A Reuters noticiou hoje que a Arábia Saudita já suspendeu carregamentos de petróleo destinados à Europa na sequência dos ataques à infraestrutura de transporte.
A interrupção das rotas sauditas está a repercutir-se nos mercados internacionais. O Brent aproximou-se dos 108 dólares por barril, enquanto compradores europeus procuram fornecedores alternativos para compensar possíveis cortes no abastecimento saudita.
A evolução do conflito poderá ter impacto não apenas nos preços do petróleo, mas também nos custos do transporte marítimo e no abastecimento energético de países que dependem do crude do Médio Oriente.

